Esse "cantinho" é especialmente dedicado à poesia.
Fiquei algum tempo em dúvida se deveria contruir esse blog, mas como tenho alma poeta, não resisti (risos).
Tenho outros blogs que você poderá conferir logo abaixo, em "Outros blogs da mesma autora".
Não deixe de conferir.







Nome: Janethe Fontes
Aniversário: 03/12
Localidade: São Paulo-Brasil




Coisas que eu curto: Gosto de coisas simples, mas tão gostosas...
Andar de mãos dadas, abraço apertado, chocolate quente, chocolate frio (de qualquer jeito) e dançar, embora esteja meio entravada.

Gosto também de ler poesias, da natureza, da lua, do mar, do sol, das estrelas e mais meio mundo de coisas.

Além de tudo isso, sou alguém que adora escrever, romancear, contar histórias.
É, sou também uma escritora, caro amigo. Espero não tê-lo decepcionado por isso.


Coisas que eu odeio: Inveja e arrogância.


Mas, afinal, quem sou eu?
Sou simplesmente alguém que traz a alma povoada de esperanças...

E tal qual uma criança,
às vezes, ponho-me a cismar.
E, numa névoa dourada,
vejo uma fada encantada
e um castelo, além do mar.
A vida, a Glória, o Sonhar...

Trago a alma povoada de esperanças...

Toda vestida de estrelas,
meus cabelos prateados
voam nas asas do vento.
Então acordo assustada
e vejo desapontada,
num instante, meu sonho desmoronar...

Trago a alma povoada de esperanças...

Volto a galope, singrando
um rastro de luz deixado
nos caminhos desta vida...
Num corcel negro montada
meus sonhos e minha fada
são fantasmas do passado...

...Trago a alma povoada de esperanças...

Fico a cismar nesta vida
pela existência perdida
que os anos não trazem mais.
E os sonhos descoloridos,
fada e castelo sumindo
num instante de reflexão...

E, mesmo assim, tal qual uma criança
Sinto a alma povoada de esperanças...

(Minha humilde homenagem à autora: Neuza Rodrigues Leonel).





OUTROS BLOGS:
(da mesma autora)

....:Palavreando:....


......:Folhetim:......
Vítimas do Silêncio


CITAÇÕES SOLTAS


 










OUTROS LINKS:

::Fina Flor

::Florbela Espanca

::Só uma Mulher

::Sonetos

::Maternidade do Texto

::Poemas de Amor

::Expressões & Letras








ARQUIVO DE POESIAS:

Seu corpo

Sono das águas

Haja o que houver

Um - Nelson Botter

Homem e Mulher

Um Grito - J. F.

Desalento - V. M.

Saudade - Janethe Fontes

Soneto da Fidelidade - V.M.

Não me esqueça - N. R. L.

Hora Vazia - Neuza R. Leonel

Amizade - Artur da Távola

Contraste - Frco. Mangabeira

Amante - Adalgisa Nery

Gabriel Garcia Marquez

Preciso dizer - Bris@

Timidez - Cecília Meireles

Murmúrio - Cecília Meireles



HISTÓRICO:

24/12/2006 a 30/12/2006

26/11/2006 a 02/12/2006

05/11/2006 a 11/11/2006

29/10/2006 a 04/11/2006

22/10/2006 a 28/10/2006

15/10/2006 a 21/10/2006

08/10/2006 a 14/10/2006

17/09/2006 a 23/09/2006

03/09/2006 a 09/09/2006

06/08/2006 a 12/08/2006

16/07/2006 a 22/07/2006

09/07/2006 a 15/07/2006

25/06/2006 a 01/07/2006

18/06/2006 a 24/06/2006

30/04/2006 a 06/05/2006

09/04/2006 a 15/04/2006

02/04/2006 a 08/04/2006

26/03/2006 a 01/04/2006

12/03/2006 a 18/03/2006



VOTAÇÃO:

Nota para meu blog




..::INDIQUE ESSE BLOG::..




CONTADOR:






 

 

O Ano Novo ainda não tem pecado:
É tão criança...
Vamos embalá-lo...
Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas,
A canção da eterna esperança.

 

Mário Quintana

Postado por Janethe Fontes às 19:19

Enviar esta mensagem



Libertação
 
[Imagem: Aloisio Brito - Olhares]
 
 
 

Pressinto uma dor crepitante a aflorar sem misericórdia

Após anos de resignação latente,

Liberta-se a memória aprisionada dos grilhões da subserviência

Dizimada pela pérfida égide dos anjos do juízo final;

Verdugos da alma humana,

No funéreo calabouço da sinistra tirania

Calabouço mofado com a peste insidiosa da ira.

 

 

 

Luiz Eduardo da Matta

Postado por Janethe Fontes às 01:36

Enviar esta mensagem



Sem despedida

 

 

[Morning - Autor: Ugly - Olhares]

 


Chegou mansamente...

Aos poucos, sem alarde

Foi ficando e conquistando...

Seu olhar, de infinita doçura,

Penetrou em mim...

Não resisti...

Foi a senha...

E a porta abri

Para que ele se alojasse,

Tomando conta, de vez, do meu coração.

Foi uma festa descobri-lo.

A vida, antes tão sem sentido,

Ganhou alegria e frescor

A felicidade, tão sonhada,

Num conto de fadas se transformou.

 

 

 

continua... 

Postado por Janethe Fontes às 09:03

Enviar esta mensagem



 continuação...

 

 Mas não resistiu ao tempo.

Floresceu e feneceu,

Num tempo efêmero...

Confiei, ingenuamente,

Na eternidade do amor,

Em sua permanência, para sempre.

Transformou toda uma vida.

Fui Cinderela, Ele Príncipe

Um Castelo construímos

Para "Vivermos felizes para sempre".

Inesperadamente, o castelo ruiu.

Como um tufão, o Príncipe se foi.

Saiu, fechando a porta...

Nem uma réstia de luz deixou...

Projetos... planos... sonhos...

Nada ficou... Ele levou...

Restou um vazio... um nada...

Inexplicavelmente repleto de amor.

 Sem despedida, ele se foi...

 

 

 Bris@

Postado por Janethe Fontes às 09:01

Enviar esta mensagem



Seu corpo

 

 

No seu corpo é que eu encontro
Depois do amor o descanso
E essa paz infinita


No seu corpo minhas mãos
Se deslizam e se firmam
Numa curva mais bonita


No seu corpo meu
Momento é mais perfeito
E eu sinto no seu peito o
Meu coração bater


E é no meio desse abraço
Que eu me amasso
E me entrego p'ra você.


E continua a viagem no
Meio dessa paisagem
Onde tudo me fascina


E me deixo ser levado
Por um caminho encantado
Que a natureza me ensina


E embora eu já conheça
Bem os seus caminhos
Me envolvo e sou tragado
Pelos seus carinhos


E só me encontro se me
Perco no seu corpo.

 

 

Música de Maria Bethânia

Postado por Janethe Fontes às 00:44

Enviar esta mensagem



Sono das Águas

 

[À luz da lua - Lena Queiroz - Olhares]

 

 

 Há uma hora certa,

no meio da noite, um hora morta,

em que a água dorme.

Todas as águas dormem:

no rio, na lagoa,

no açude, no brejão, nos olhos d'água,

nos grotões fundos.

E quem fica acordado,

na barranca, a noite inteira,

há de ouvir a cachoeira

parar a queda e o choro,

que a água foi dormir...

 

Águas claras, barrentas, sonolentas,

todas vão cochilar.

Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,

fios brancos, torrentes.

O orvalho sonha

nas plantas da folhagem.

E dorme

até a água fervida,

nos copos de cabeceira dos agonizantes...

 

Mas nem todas dormem, nessa hora

de torpor líquido e inocente.

Muitos hão de estar vigiando,

e chorando, a noite toda,

porque a água dos olhos

nunca tem sono...

 

 

João Guimarães Rosa

Postado por Janethe Fontes às 08:24

Enviar esta mensagem